Estamos às voltas com um sério e grave recrudescimento do
racismo em nosso país, devido ao aumento da renda e a capacidade de competição
de uma camada da sociedade que até então, se contentava com as sobras e as migalhas
que caiam da mesa dos filhos dos senhores brancos. Com o avanço das tecnologias
e o aumento de anos de estudo da média da população, a juventude negra começa a
preitear novos postos no mercado de trabalho e com isso passa a ameaçar a
hegemonia quase que absoluta dos jovens brancos de
classe média nos postos que
exigem melhor qualificação profissional. A sociedade esta mais competitiva e a
concentração de renda torna tudo ainda mais dramático à medida que o desejo por
consumo e a busca por bem estar social tem se tornado quase que uma febre entre
os mais jovens. Daí temos o fenômeno dos
rolézinhos ligado ao funk ostentação e a barbárie de jovens brancos de classe
média que se juntam para cometer crimes apoiados numa ideologia de justiça com
as próprias mãos. Alguns deles com passagem pela policia inclusive por furto e
estupro. Dentro dessa perspectiva de disputa por recursos naturais o racismo
tende a crescer e se tornar ainda mais incisivo, saindo de um panorama onde
sempre figurava como sendo sutil e silencioso para uma perspectiva emblemática.
É nesse panorama que se encontra o caso do ator preso arbitrariamente por ter a
cor e o cabelo parecido com um criminoso. A senhora que foi vitima do roubo
também precisa urgentemente rever seus conceitos, nãos se sai por ai apontado a
primeira pessoa que se vê dizendo ter certeza sem a ter de fato. A tempo ela conseguiu fazer justiça e mudou o
seu depoimento, para a decepção do projeto
de delegado e do pseudo policial que se diz civil, mas que não é capaz de fazer
uma consulta básica afim de saber junto a vitima os trajes que usava o
assaltante na hora do crime. O policial agiu claramente de má fé colocando
inclusive palavras na boca do jovem ator. E agora vai ficar o dito pelo não
dito por que aqui é Brasil. Espero que isso sirva de lição para os jovens
negros de classe média que muita das vezes desprezam seus irmãos de cor por se
sentirem menos pretos por terem
condições de vida melhores. É preciso
entender que a noite todos o gatos são pardos e que o agente racista não vai te dar ouvido
nem te dar chance de defesa, a sorte do Vinicius Romão foi que ele não foi
abordado pelo bope senão o pai dele teria que procura-lo em outro endereço.
Esses epsódios nos servem para reflexão, se fosse como tantos negros inclusive
tem afirmado “bandido bom é bandido morto” será que teríamos a chance de
resgatar esse irmão que ficou 15 dias enjaulado? Fica a lição para esses
reacionarizinhos idiotas que adoram desfilar seus preconceitos nas redes
sociais.
Por: Prettu Junior

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