Do racismo cordial ao nazismo institucional
O que o caso do Coronel Fábio ex Bope e Choque, defensor do nazismo e o caso da jovem negra presa no Ceara tem em comum? Aparentemente não tem nada a ver, porém se analisarmos com mais riqueza de detalhe encontraremos muitos pontos em comum. Primeiro seria bom entendermos a atual conjuntura racial brasileira e as praticas sucessivas principalmente por parte da policia de execuções e encarceramento irregulares de negros em varias partes do brasil. Praticas essas muito comum na Africa do Sul do apartheid e nos Estados Unidos dos enforcamentos raciais, logo podemos concluir que possivelmente o coronel não é uma exceção na policia e que esse angu é muito mais grosso. Sendo esse o caso poderíamos até imaginar a delegada com uma tattoo da suástica bem discreta em alguma parte do corpo. Imaginação ou ficção a parte fato é que também existe uma pré disposição do meios de comunicação, do judiciário e outras esferas de
poder a execração publica de suspeitos negros. Todavia esses mesmos poderes poupam ou preservam bandidos de classe média desde que sejam brancos, exemplo é todo o joguete criado na operação lava jato. Onde vagabundos de classe média tiveram seus direitos constitucionais respeitados. Eu diria que até mais que isso. O mesmo não esta acontecendo com a jovem negra farmacêutica, naquele estado que já havia nos brindado com bordões racistas contra os médicos cubanos, não esqueci. A prisão da jovem Miriam, 31 anos é no minimo inconstitucional, pois a prisão da mesma não se deu em flagrante o que supõe-se que poderia aguardar em liberdade até que ficasse comprovada sua participação, sendo assim o que poderiam ter feito e teriam feito se tratasse de uma jovem branca era te-la impedido de viajar de volta ao rio até a conclusão da investigação. Todavia existem muitos pesos e muitas medidas na justiça brasileira, além é claro do fato do desejo quase mórbido de uma boa parcela da sociedade em querer justiça a qualquer preço quando um deles é atingido pela violência urbana. Até entendo esse desejo insano por justiça, só não compreendo a defesa sistemática de um sistema injusto e racista em pleno o século XXI. Tudo bem que essa mesma gente que hoje defende com unhas e dentes essa justiça morosa e imparcial também defendiam a escravidão, o chicotadas, os privilégios advindos dos açoites etc. Não sei se é esperar demais dessas pessoas, todavia eu queria pelo menos uma vez na vida ver uma postura da classe média branca que não fosse simplista e reacionária.
Por: Prettu Júnior
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ResponderExcluircomplicado
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