Falta apenas ressuscitar os mortos

Um desfecho obvil para uma tragédia anunciada, assim foi o fim da cassada humada que desencadeou desde o ataque a sede da revista francesa Charlie Hebdo que deixou 12 mortos e milhares de vitimas entre elas a ética jornalistica. Claro que a "frase ética jornalistica" empregada aqui não se aplica ao jornalismo brasileiro que é basicamente sensacionalista e tendencioso, salvo raras exceções. A corbertura dos fatos foi uma verdadeira bosta, me desculpem o termo chulo. Parecia mais revanchismo barato feito por pessoas medíocres e pouco sensata. Dizer que se estava lutando pela liberdade de imprensa é tão raso, tão obtuso que beira infantilidade. Será que esses meios ainda não se deram conta que estamos na era da informação onde quem quiser se aprofundar sobre qualquer assunto poderá faze-lo por vários meios? Logo após o
ataque pipocaram na internet os vários possíveis motivos para tal atrocidade, só que a mídia convencional que ao parece insiste em acreditar que ainda vive no século XX, onde o olhar deles eram a principal fonte de informação, por mais que fosse um olhar míope, por vezes vesgo ou até mesmo patético. Não caros amigos não estamos mais no século XX e também não estamos mais dispostos dar-lhes créditos que nunca fizeram por merecer. A maior parte da mídia pautou-se apenas no ataque não buscando entender suas origens históricas, ou até mesmo os motivos que levaram dois jovens a abdicarem de tudo para por em pratica esse plano suicida.  Said e Cherif Kouachi dois franceses de origem argelina ligados a Al Qaeda do Iemem, um pais árabe que ocupa a extremidade sudoeste da Península da Arabia, nasceram terrorista? O termo terrorista não explica tudo, como supõe os especialista de todas as ordens que aparecem para dizer suas frases de efeitos e vender palestras chatas ao redor do mundo. Acredito que o extremismo a que chegaram Said, Cherif  e Amedy Coulibaly autor de outras cinco mortes sendo quatro num supermercado invadido pela policia, tem muito a ver com as condições de vida imposta a imigrantes na frança que a exemplo do brasil se comporta como uma madrasta para com seus filhos não brancos. Após o desfecho lúgubre dessa história triste a impressão que se tinha era que todos sentiam-se vingados, o ocidente mais uma vez havia vencido.  Falta apenas mandarem as autoridades ressuscitar os inocentes mortos.

Sobre o autor:
Prettu Júnior é rapper, escritor e ativista social

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